| Ginga do Mané |
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O Choro é um gênero musical brasileiríssimo, que arrebata a atenção de qualquer platéia, com seus andamentos velozes e vibrantes. Da mesma forma, envolve e cativa a todos com a criação de um ambiente melancólico e sereno, patrocinado por algumas de suas composições mais lentas com seus arranjos sublimes. Não há como ficar indiferente ao choro bem executado. A proposta do Grupo Ginga do Mané é o estudo e a divulgação – com competência – desse gênero musical apaixonante, dando ênfase à produção local. Para cumprir estes propósitos, o grupo executa um repertório especial de clássicos do gênero, além de músicas de qualidade colecionadas através de pesquisa histórica, especialmente entre compositores catarinenses. Também incorpora ao seu repertório sugestões do público de suas apresentações. Assim, por onde passa, o Ginga do Mané conquista mais e mais adeptos para esse gênero musical que pode ser definido com uma das grandes expressões da alma brasileira. O trabalho do grupo é bem sintetizado no nome escolhido, pois trabalha com seriedade, comprometimento e paixão pelo choro (como foi a trajetória de Jacob do Bandolim), com irreverência e improvisação (como os dribles do genial Mané Garrincha) e com alegria e simplicidade (exemplos da vida do ilhéu). A célula inicial do quarteto nasceu nas aulas práticas ministradas no Centro Musical Wagner Segura, onde alguns de seus membros foram alunos. Dois deles hoje são professores da escola – a cavaquinista Fernanda da Silveira e o pandeirista Fabricio Gonçalves.
Integrantes
Fernanda da Silveira
Natural de Florianópolis iniciou na música aos oito anos de idade influenciada e apoiada pelos seus pais no qual seu instrumento era violão, mais tarde resolveu mudar e escolheu o cavaquinho onde dedica seus estudos até hoje. Ainda em Florianópolis obteve algumas aulas com violonista Wagner Segura e participou do workshop de harmonia aplicada à música popular Brasileira, dado pelo maestro Ian Guest (RJ.) Na busca de aprimoramento fez alguns festivais e workshop em outras cidades, destaque para o II, III e IV Festival Nacional de Choro, VI festival de música de Ourinhos/SP, e a XXV Oficina de Música de Curitiba, todos obteve aulas de cavaquinho com Luciana Rabello e prática de conjunto de choro e samba com Mauricio Carrilho, Luciana Rabello e Pedro Amorim.
Bernardo Sens dos Santos
Nascido em Joaçaba, em 09 de julho de 1983, reside em Florianópolis há dez anos. Seu primeiro contato com a música foi através do violão aos nove anos de idade. Com dezesseis anos estudou percussão afro-brasileira e africana atuando em grupos de dança como percussionista em parceria com outros instrumentistas de renome como o francês Nicolas Malhome. Dedica-se ao estudo da flauta transversal à sete anos e formou-se no curso de Licenciatura em Artes/Música da Udesc onde aprofundou seus estudos em música, didática, história e teoria e harmonia musical. Além da graduação em música, Bernardo estudou flauta em com Eliana Mandelli e Cristian Faig, flautista Argentino de renome.
Bernardo está inserido no meio musical erudito e popular de Florianópolis de diversas formas: como flautista integrou o grupo de Samba tradicional Bom Partido, grupo Muiraquitã, Orquestra Sinfônica do Estado de Santa Catarina (Oscar) Orquestra Sinfônica de Florianópolis (OSF), quinteto de Madeiras Sopro Sinfônico, e ministrou aulas de música em escolas públicas municipais. Apresentou-se também com Wagner Segura, Geraldo Vargas, Terence Martinelli, clube do choro de Miami, Douglas Lora e em diversas cidades do sul do Brasil. Como arranjador, tem desenvolvido trabalhos com formações de câmara e sinfônicas.
Raphael Galcer
Raphael Galcer é músico, arranjador e compositor. Autodidata teve seu primeiro contato com o violão em 1992 em Criciuma, nos anos seguintes se apresentou em peças de teatro, festas, bares, apresentações de rua, entre outras, até o ano de 1999 quando iniciou seus estudos em Itajaí com o professor Dalton Xavier. Deste periodo até 2004 no Festival de Música de Itajaí se apresentou ao lado de cantores e instrumentistas e participou de oficinas com Mauricio Carrilho, Clara Sandroni, Arismar do Espírito Santo, Celso Branco, Roberto Gnattali e Pablo Trindade. De 2005 a 2007 foi violonista do grupo de samba Um Bom Partido com quem acompanhou grandes nomes do samba como Monarco, Tantinho, Nadinho da Ilha entre outros e se apresentou em diversas cidades em Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Desde 2006 em parceria com o poeta Cesar Félix criou espetáculos e compôs canções, destaque para o grupo Margem Esquerda, que em maio de 2008 realizou turnê pelas cidades: Alcalá de Henares, Madrid, Sevilha, Granada e Chiclana na Espanha.
Fabricio Gonçalves
Pandeirista. Mané, nasceu em 1980. Toca profissionalmente desde 2003. Tem no currículo cursos, seminários e oficinas de percussão, como por exemplo, a “20 ª e 25ª Oficina de Música de Curitiba”, curso de pandeiro e prática de choro, com Jorginho do Pandeiro (grupo Época de Ouro) e Celsinho Silva, também curso de bateria de Escola de Samba e Ritmos Brasileiros, com Odilon Costa e Guilherme Gonçalves e percussão com Oscar Bolão, em 2008 do IV festival de choro realizado em São Pedro (SP).
O Cd do Ginga do Mané
' Ginga do Mané'' bem poderia ser '' Ginga do Manezinho''. O grupo, formado em 2004, é absolutamente de Floripa (essa cidade surpreendente de muitos chorões e sambistas de primeiríssima). Porém, ai porém... é o choro ''A Ginga do Mané'', composto pelo mestre Jacob do Bandolim para homenagear o gênio Mané Garrincha. O grupo, apesar da pouca idade, revela grande refinamento e experiência na arte do choro, a maior e mais difícil escola de música instrumental do Brasil. Além de tudo, o CD de estréia do grupo é autoral (a maioria das composições são próprias) coisa rara e fundamental nos dias de hoje. Não contém glúten, mas podes deglutir... O chorinho do Grupo catarinense Ginga do Mané
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O chorinho do Grupo catarinense Ginga do Mané
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